Minha história

Deixando a terra natal, 1932
Meu avô, Massato Kitahara

Avó, mãe e amiga.

Meu pai, bixo da Poli

Os bixos em 1959

Oi,
Sou jornalista, faço o http://www.br101.org e trabalho como consultor, entre outras coisas.

Se você estudou na Escolinha Pacaembu, no Colégio Rio Branco, na Cultura Inglesa de Pinheiros, no Palmares, Anglo Sergipe, Escola Politécnica ou Jornalismo da PUC, trabalhou na Rádio Eldorado, InvestNews, Abril, neomarkets, joga Tênis, luta Kendô, pedala na USP, corre pelo Alto de Pinheiros, ou ainda participa do CISV, já deve ter me visto por aí.

Sou da terceira geração de imigrantes japoneses vivendo no Brasil. Meus avós maternos vieram da mais ilha fria do país do Sol Nascente, Hokkaido. Meu avô, Massato Kitahara, era engenheiro e veio para trabalhar na companhia de imigração. Ele foi um dos responsáveis pela infra estrutura montada na cidade de Bastos, interior de São Paulo. Morreu de tuberculose em Campos de Jordão no dia sete de dezembro de 37. Minha avó, Yuriko, uma jovem professora, casou-se novamente e minha mãe, Kiyoko, até então filha única, ganhou mais cinco irmãos. Meu segundo avô materno, Sumi "Daniel", era estudante de medicina durante a revolução de 32. O ditador Getúlio Vargas proibiu os estrangeiros nas universidades. Abandonando os estudos, obteve uma licença para ser farmacêutico. Durante muitos anos abriu e fechou farmácias pelo interior paulista.

A família de meu pai veio da outra ponta do Japão, Okinawa. A ilha mais quente do Japão é habitada por um povo de cultura e língua distintas, invadido e conquistado pela maioria dos países da região. A trajetória no Brasil foi diferente. Em 1928, meus avós paternos vieram para trabalhar na lavoura e foram direto para o Mato Grosso. Meu avô morreu de malária pouco tempo depois de chegar ao Brasil. Minha avó, Tora, criou cinco filhos praticamente sozinha. Meu pai, Francisco, foi o único que conseguiu fazer um curso superior. Depois de três anos na Aeronáutica, saiu de Campo Grande e veio para São Paulo para prestar vestibular. O objetivo: Escola Poitécnica. Competindo com a elite paulistana e pressionado pelos sacrifícios que a família fazia por esta oportunidade, o rapaz do interior estudou dia e noite e passou, raspando.

Durante um baile no Clube Piratininga, até hoje reduto da colônia japonesa, O engenheiro da Light Francisco conheceu a secretária do Colégio Rio Branco Kiyoko e, desta união, surgi.